Por que São Paulo alaga? Espetacular vídeo documentário de Caio Ferraz. Professores da USP: Geografia, Arquitetura e Engenharia. Vídeo documentário São Paulo. Várzea de Inundação Periódica do rio. Da onde vem e para onde vai a água da sua torneira? Urbanismo rodoviarista.

retificação do tietê 2Já se perguntou por que São Paulo alaga tanto? Ou por que, diferentemente de Londres ou da França, não usamos o rio para navegar? Ou por que temos tão poucas ferrovias?

Este sensacional vídeo documentário produzido por Caio Ferraz sobre o porquê de haver tantos alagamentos em São Paulo, mostra desde a toponímia indígena até as razões políticas que fizeram com que o engenheiro Prestes Maia ‘queimasse etapas’, não investindo em hidrovias e em ferrovias, a exemplo das então copiadas cidades européias, com o intuito de vender carros. Parece que conseguiu, não?

Há entrevistas com professores da USP que, primorosamente, dão uma imprescindível aula sobre nossos rios: o que fizemos, o que não fizemos e o que podemos fazer.

A simpaticíssima Professora. Odete Seabra – Geografia – USP, por exemplo, nos ensina que nossos rios são rios de planície, isto é, são lentos, serpenteiam, formam meandros, e, de uma cheia para outra, até mudavam de lugar. É a chamada ‘várzea de inundação periódica do rio’. (!!!)

São Paulo nasceu às margens do rio Piratininga, antigo nome do rio Tamanduateí, que em Tupi quer dizer ‘Rio do peixe seco’. Na época das chuvas o rio transbordava. Quando a água baixava muitos peixes ficavam presos e acabavam morrendo. A morte desses peixes atraía formigas, que atraíam tamanduás. Daí o topônimo ‘Tamanduateí’ (rio dos Tamanduás).

Canalizar os rios, escondendo-os debaixo da terra para fazer pistas de carro não muda sua natureza. Nossa água potável não vem dos nossos rios mais próximos, mas o esgoto sim, o que acaba contribuindo para a saturação do sistema.

O problema de deslocamento crônico de 20 milhões de pessoas que São Paulo enfrenta hoje é, segundo Prof. Alexandre Delijaicov – Depto. de Projeto FAU USP, consequência de sermos reféns dos empreiteiros e do urbanismo rodoviarista, que leva a uma das políticas mais ultrapassadas: a expansão das rodovias em detrimento do aproveitamento de potenciais como a hidrovia e a ferrovia. “O carro pede espaço e São Paulo não pode parar”. Ou será? Excelente Caio Ferraz! Cheers!

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Sobre ricardonagy

USP/PUC-SP. Bacharel em Direito PUC-SP. Pós-graduando em Direito Civil pela EPM-TJSP. Bacharel e Licenciado Letras inglês/português USP. Pós-graduado em Tecnologias Interativas Aplicadas à Educação PUC-SP.
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