Atirador da Noruega: o novo Hitler? Ascensão de um novo Reich? Intolerância gera intolerância.

Os ataques ocorridos na Noruega feitos friamente por um atirador que se auto intitula de extrema direita, com supostos vídeos publicados pela Folha de São Paulo que chamam a atenção para o avanço do mundo árabe na Europa, reascendem a discussão da xenofobia e da extrema direita europeias.

Dados mais atualizados dizem que foram ao menos 76 vítimas fatais nos ataques da noruega. O atirador, Anders Behring Breivik, diz que mandou um sinal claro ao partido trabalhista que é considerado traidor por ele ao possibilitar a “dominação muçulmana”. A princípio, Breivik dizia que agira sozinho, agora, porém, confessa que há duas outras células. Ele se considera  fundamentalista cristão, islamófobo e ultradireitista e queria transformar a audiência desta segunda-feira em uma ampla declaração de suas crenças perante o juiz e a imprensa. Dizia ainda que defenderia seu ponto de vista usando uniforme em sessão aberta. Parentes das vítimas protestaram e a sessão foi curta, 35 minutos, e fechada.

Hitler também foi preso, por outros motivos, é claro, e na prisão escreveu o seu famoso livro “Mein Kampf” ou “Minha Luta”, considerado por muitos como a bíblia nazista. A prisão foi para Hitler uma verdadeira colônia de férias, na qual ele tinha inclusive um redator para o qual ele ditava suas ideias anti-semitas.

O texto, escrito em inglês, tem o título “A European Delaration of Independence – 2083” (Uma declaração de Independência Europeia – 2083) e é firmado sob o pseudônimo “Andrew Berwick”.

Basta um bode expiatório, uma grande crise econômica, um extremista louco o suficiente para acreditar que determinado grupo é o culpado pela crise na Europa e teremos o cenário de uma 3a guerra mundial. Na época de Hitler um pãozinho chegava a custar 25.000/ 30.000 marcos. A Europa, principalmente os P.I.G.S.(Portugal, Irlanda, Grécia, eSpanha) enfrentam gravíssima crise financeira e estão na mira de países da União Europeia que acabam por bancá-los e exigem maior austeridade fiscal e corte de benefícios. Por outro lado, há o mundo árabe se libertando de ditaduras que por décadas dominaram esses países e incentivaram a migração. Com a queda desses regimes surgem governos provisórios e instabilidades que podem reagir imediatamente a qualquer provocação.

Não vamos nos esquecer que Hitler acabou sendo apoiado pelos próprios juízes alemães de então e por um sistema falido economicamente, humilhado moralmente. Hitler, ao contrário de Breivik, declarou-se culpado.

O que mais assusta disso tudo é que dessa vez foram ao menos 76 vítimas fatais, norueguesas, porque permitiram, segundo ele, a ‘invasão muçulmana’. Assusta mais ainda porque a Europa se divide em opiniões, pois dizem que os muçulmanos não se integram. E quando resolverem começar a matar muçulmanos? Qual será a reação?

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Sobre ricardonagy

USP/PUC-SP. Bacharel em Direito PUC-SP. Pós-graduando em Direito Civil pela EPM-TJSP. Bacharel e Licenciado Letras inglês/português USP. Pós-graduado em Tecnologias Interativas Aplicadas à Educação PUC-SP.
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